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| Imagem: Divulgação |
Volta e meia ele levantava a minha blusa, alisava a minha barriga e perguntava: mãe, já tem um nenê aí dentro? Daí eu explicava que não, mas a partir do momento que tivesse, ele logo seria avisado. No dia em que comuniquei meu pimpolho da novidade, o coitadinho ficou mofando na escolinha. Acontece que consultei com a obstetra e na hora de voltar, o trânsito estava horrível. Claro que cheguei atrasada e ele começou a me cobrar. Mas logo emendei. "Quando a gente chegar em casa a mãe tem uma super novidade pra te contar". Claro que o trajeto escola-casa foi recheado de muitas, mas muitas perguntas e pedidos de "conta logo, mãe!"
Finalmente chegamos, chamei meu marido e contamos a boa-nova. O primeiro instante foi de silêncio, depois perguntou quanto tempo ia demorar para nascer e novamente silêncio. Em seguida, ele descobriu que um carrinho estava embaixo da estante. Quando me abaixei para tirar o brinquedo dali, recebo a advertência. "Mãe, não te abaixa que vai amassar o bebê!". Daí foram alguns minutos de explicação para convencê-lo que bebês não amassam.
No dia seguinte fomos ao mercado e antes de entrar, ele levantou minha blusa e disse. "Ermão, esse aqui é o Unidão". Desde então o Felipe conversa com o bebê todos os dias, beija minha barriga, faz carinho e muitos planos de como vai ser depois do nascimento. Eu sei que na hora de dividri as coisas de verdade não será tudo um mar de rosas entre os irmãos, mas tenho certeza de apenas uma coisa: uma linda relação de amor já está nascendo.

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